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Como as cores podem influenciar na percepção do ambiente?

22 de dezembro de 2021

A pandemia de coronavírus fez com que muitas pessoas passassem a trabalhar em casa. Dessa forma o mesmo ambiente que serve para o trabalho acaba sendo também a opção para o lazer. Para muitas pessoas isso se torna um incômodo, afinal não há sensação de mudança de ambiente.

A boa notícia é que você não precisa estar em um ambiente diferente para ter essa percepção. Basta modificar a iluminação com um simples toque no controle remoto ou via comando de voz para que você possa se sentir completamente relaxado mesmo que esteja na cadeira na qual você passou o dia todo trabalhando.

Entender como a temperatura de cores impacta no nosso humor e na nossa percepção do mundo tornará muito mais simples a sua tarefa de criar novos ambientes. Vamos entender quais são os significados das cores?

O que é temperatura de cor?

A temperatura de cor nada mais é do que um critério que classifica as luzes de acordo com a tonalidade emitida. Quanto à temperatura de cor, as luzes podem ser do tipo quente neutra ou fria. Essa classificação não tem relação direta com a emissão de calor – nunca é demais lembrar que a unidade de medida para a temperatura de cor é o Kelvin.

Talvez você não saiba isso em termos técnicos, mas certamente já teve a percepção que alguns ambientes se tornam mais aconchegantes do que outros em razão do tipo de luz que é utilizado. não é à toa que a maioria dos escritórios tem luzes brancas enquanto no quarto ou na sala de estar temos luzes amarelas. Porém, por qual razão essas cores foram escolhidas?

O que dizem os estudos sobre temperatura de cor?

Os estudos sobre temperatura de cor mostram que as cores quentes são mais indicadas para a criação de uma atmosfera íntima e pessoal, enquanto as luzes frias são mais adequadas para ambientes formais, nos quais aspectos como limpeza, organização e concentração devem ser ressaltados.

Essa percepção é subjetiva, mas os estudos se baseiam na observação da própria natureza. Durante o dia a luz natural é mais intensa; no cair da tarde a luminosidade é reduzida. A mesma lógica se aplica às luzes artificiais que utilizamos: enquanto estamos no trabalho precisamos de uma luz mais intensa para o trabalho; já na residência uma luz mais amarelada tem o papel de estimular o relaxamento.

É por essa razão que o fato de simplesmente mudarmos a iluminação de um ambiente já pode ser suficiente para alterar a nossa percepção sobre o espaço em que estamos.

Tente fazer o seguinte experimento: utilizando uma lâmpada inteligente da Positivo Casa Inteligente, configure-a para que durante o dia ela ilumine o ambiente com uma luz branca; ao cair da tarde, programe a iluminação para ficar num tom mais amarelado. Depois de algum tempo compare os resultados. a tendência é que você se sinta menos cansado, como se tivesse trocado de ambiente, ainda que estejamos falando do mesmo cenário.

Teoria das cores

Quando falamos sobre as cores aplicadas em um ambiente, geralmente o foco sempre fica na iluminação e na temperatura de cada cor, mas também precisamos levar em consideração que tipo de sentimento cada tom desperta em nosso subconsciente. Esse é um estudo que já data de séculos atrás, onde grandes estudiosos como Leonardo Da Vinci e Isaac Newton deram o pontapé inicial ao buscarem associar a luz com a natureza das cores. Assim teve início o que chamamos de Teoria das Cores.

A princípio tudo se resumia em experimentos para descobrir como as cores se replicavam em meio à luz, mas com o passar do tempo esses estudos se expandiram para vários campos diferentes, buscando entender melhor como o cérebro reage para cada variação e como harmonizar perfeitamente diferentes tonalidades de acordo com o objetivo que se deseja alcançar. Tudo isso é relevante quando o assunto é decoração, especialmente em um ambiente doméstico com múltiplas funções.

Para entendermos melhor como combinar as cores de forma harmônica e relaxante em casa, é preciso aprender pelo menos o básico sobre esses conceitos. A harmonia das cores foi o segmento que estudou como aplicar cores no ambiente de acordo com diferentes tons, intensidades e matizes, utilizando cores primárias, secundárias e terciárias, quentes ou frias. A partir disso, foi possível determinar quatro tipos diferentes de harmonizações.

Harmonia monocromática

Chamamos de monocromático uma mistura de vários tons da mesma cor, então quando falamos em harmonia monocromática, estamos nos referindo ao ato de selecionar uma cor e combiná-la com suas diferentes tonalidades para que elas criem um contraste de saturação, luz e sombra entre si.

É ideal para ambientes simples e minimalistas, que não exigem um destaque muito grande em nada específico. Consequentemente, suas combinações também podem ser bem agradáveis e relaxantes, devido ao equilíbrio alcançado entre as tonalidades, então é um tipo de harmonia favorável para ambientes de descanso ou até mesmo para um escritório, ao buscar tornar a rotina de trabalho menos estressante.

Harmonia análoga

Para entendermos a harmonia análoga, é necessário ter em mente a roda imaginária de cores, que nos permite ter uma noção de quais estão mais próximas umas das outras e quais se diferenciam mais. Referente à analogia, a harmonia análoga utiliza uma cor primária e mais duas que estejam próximas na roda para criar um equilíbrio com várias cores, sempre utilizando tons semelhantes.

Um exemplo: caso a cor primária escolhida seja o vermelho, as outras duas que seriam utilizadas para combinar seriam o amarelo e o laranja. Se for o azul, as demais seriam variações entre um azul mais claro e o roxo. A cor primária sempre será a principal, enquanto o papel das outras é harmonizá-la com o resto do ambiente. É uma harmonização que permite mais combinações e possibilidades que a monocromática, então acaba sendo um truque mais valioso para decoração de ambientes mais movimentados, como a sala de estar, por exemplo.

Harmonia complementar

Ainda levando em consideração a roda de cores, a harmonia complementar é o contrário da análoga, utilizando cores que estão em seus extremos opostos para alcançar combinações harmônicas. Aqui não é estritamente necessário que uma cor primária seja a principal, dando a liberdade para que qualquer cor seja a protagonista do ambiente, desde que seja combinada com seu oposto.

Um exemplo: ao escolher o azul claro como cor principal, a harmonização seria realizada com o laranja e vice-versa; se escolher o vermelho, a combinação deve ser feita com algum tom de verde e por aí vai. Devido às diferenças entre as cores utilizadas, o contraste acaba sendo muito maior, então esse é um tipo de harmonização utilizado para destacar alguma coisa em específico, seja um cômodo inteiro ou apenas alguma parte.

Harmonia triádica

A harmonia triádica trabalha com três cores diferentes, assim como a análoga. Porém, ao invés de serem tons próximos na roda, eles precisam estar igualmente distantes um do outro, como se estivessem sendo separados por um triângulo (daí vem o termo triádico). Independentemente da cor escolhida como principal, as outras duas sempre serão perfeitamente harmônicas, já que a lógica do triângulo garante que os tons casem bem um com o outro.

Sendo assim, se você escolher o vermelho como principal, terá o azul e o amarelo como secundárias; se for o verde, terá o laranja e o roxo e assim por diante. Esse é um tipo de harmonização que prioriza o contraste acima de tudo, o que acaba por chamar muita atenção, então também pode ser um poderoso elemento de decoração.

Sabendo o básico de cada tipo de harmonia, resta entender melhor como funciona a psicologia das cores, ou seja, o que cada cor estimula no seu cérebro e que sensações elas provocam no nosso subconsciente. Combinando ambas as áreas de conhecimento, é possível criar cenários de iluminação perfeitos dentro da própria casa!

Utilizando múltiplas cores na composição de cenários

Outra possibilidade que as lâmpadas inteligentes oferecem é a de criar ambientes multicoloridos. A cor laranja, por exemplo, produz um efeito cromático considerado dinâmico e vivo. tonalidades mais intensas sugerem estabilidade enquanto matizes suaves proporcionam um maior aconchego.

Já a cor vermelha estimula as áreas do relacionamento afetivo, pode ser a escolha perfeita para criar um ambiente romântico, mas tome cuidado: o uso em excesso pode incitar a irritabilidade. Experimente ainda os tons de violeta para o seu dormitório: essa nuance sugere um ambiente de sossego e tranquilidade.

A cor azul traduz uma sensação de liberdade; em tons mais suaves ela pode criar um ambiente mais calmo; por fim a cor verde pode ser utilizada por aqueles que querem criar espaços que remetem à natureza. Não é à toa que jardins e piscinas usam e abusam dessa cor.

Você sabia que o uso das cores é capaz de transformar completamente a maneira como percebemos um ambiente? Uma boa dica é utilizar as lâmpadas inteligentes da Positivo Casa Inteligente, elas oferecem um controle completo de cores permitindo que você crie ambientes com muita facilidade por meio de comandos de voz ou diretamente na tela do seu smartphone.