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Como criar melhores experiências de comandos por voz

1 de março de 2021

Hoje em dia os assistentes virtuais já fazem parte da vida de muitos e a tendência é que sua popularidade apenas aumente. Designar comandos por voz e deixar que essas inteligências artificiais realizem tarefas simples por nós é realmente prático e muito cômodo, mas acima de tudo foi uma ferramenta projetada para ser usada de forma cíclica e contínua.

Por outro lado, nem todos conseguem se adaptar tão bem a uma rotina ao lado dessas inteligências artificiais. Independente se for o Google Assistente ou a Alexa, ambos desempenham praticamente as mesmas funções e funcionam de forma semelhante, então é comum que os usuários se sintam perdidos ou simplesmente desmotivados a utilizar todos os seus recursos.

Como estamos falando de tecnologia, é natural que essas ferramentas estejam em constante fase de testes e aprimoramentos, mesmo que já sejam completamente funcionais. O objetivo sempre é melhorar a experiência geral dos usuários, como veremos a seguir.

Como aprimorar interações de comandos por voz?

Em uma palestra concedida ao Voice Talks, programa de seminários online promovido pelo Google, o chefe de design conversacional da empresa, Wally Brill, compartilhou algumas das observações realizadas pela sua equipe de acordo com o feedback dos usuários. A maioria das pessoas não costumam ter muita paciência para seguir tantas instruções e também não se interessam em ouvir falas muito longas de seus assistentes. Isso acaba dificultando um pouco o processo de aprendizagem, já que também implica nos comandos que costumam ser dados.

Segundo Brill, o primeiro passo para melhorar a usabilidade é aumentar os recursos postos em tela. O foco sempre será os comandos por voz, mas também é importante dispor de uma alternativa mais amigável para introduzir a novidade para usuários novos. Tutoriais básicos e até mesmo algumas opções visuais já fazem toda a diferença no processo de adaptação e aprendizagem de cada um.

Também foi apontado a importância de manter um TTS (text-to-speech, ou o texto a ser falado pelo assistente) sempre objetivo. Falas muito longas costumam afastar os usuários, então o processo para deixar tudo rápido e prático é simples: caso seja a primeira vez usando aquele recurso, a inteligência artificial explica brevemente do que se trata. Já na segunda vez, ela apenas refresca a memória, sem entrar em detalhes. A partir da terceira vez, ela apenas pede a confirmação do comando.

Um outro ponto interessante que foi apontado é a frequência com que o assistente deixa o microfone aberto para o usuário. Muitas vezes era necessário ouvir todas as opções antes do microfone ser liberado e a pessoa pudesse dar uma nova ordem, o que era cansativo e frustrante. Brill sugere que o microfone seja liberado já no fim de uma frase da inteligência artificial, dessa forma permitindo que o usuário dê um novo comando imediatamente, caso ele já saiba o que deseja.

Todas essas questões são um tanto simples e, em breve, provavelmente já teremos algumas delas implementadas nos assistentes virtuais. Por esse motivo é tão importante coletar o feedback dos usuários e também incentivá-los a participar de pesquisas de contentamento. Só assim é possível aprimorar adequadamente a experiência de comandos por voz de uma forma geral.

Dicas para comandos de voz

Para oferecer feedbacks ainda mais relevantes, é importante que todos, como usuários, tirem algum tempo para testar todos os recursos disponíveis em seus assistentes virtuais. Só assim é possível ter um panorama geral sobre a usabilidade e, dessa forma, colaborar ainda mais com as melhorias dessa ferramenta.

O primeiro passo é ativar o reconhecimento de voz, esse que seria o comando mais básico de todos. Isso nada mais é que dizer uma palavra específica para que o dispositivo reconheça o comando. No caso do Google Assistente, por exemplo, dizemos “Ok, Google”, enquanto os usuários da Alexa só precisam dizer o nome dela e, em seguida, dar continuidade ao comando desejado.

Os comandos são simples e bem objetivos, variando desde busca por voz até compras e reprodução de aplicativos. Vale lembrar que, no caso do Google Assistente, é necessário vincular suas contas ao seu smartphone para que ele consiga reproduzir certas mídias, como músicas e filmes. Confira alguns dos principais recursos:

  • Toque (nome do artista) no (nome do aplicativo): esse é o comando utilizado para reproduzir músicas. Exemplo: toque Eminem no Spotify (qualquer aplicativo de música é válido, desde que vinculado corretamente);
  • (Nome do programa) na (nome do dispositivo): esse é o comando para reproduzir séries e filmes. Através do Chromecast e um serviço de streaming, basta dizer o que reproduzir e onde reproduzir. Exemplo: Stranger Things na TV;
  • Abra minhas fotos: utilizado para abrir a galeria do seu smartphone;
  • Quais as notícias do dia: utilizado para ver as notícias mais recentes do seu feed;
  • Nome de algum time: ao dizer o nome de algum time em específico, o assistente mostra placares, notícias direcionadas e até mesmo a escalação de partidas recentes;
  • (Nome do aplicativo) na Play Store: comando para buscar por um aplicativo específico rapidamente;
  • O que lembrar: comando para citar os próximos lembretes (é necessário salvá-los na agenda com antecedência);
  • Coloque um alarme em (dia e hora): comando para criar um novo alarme.

Esses são alguns dos comandos por voz que podem ser usados com frequência no seu dia a dia, então basta ativar o recurso e começar a aproveitar!