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Qual é a iluminação ideal para um ambiente de leitura?

9 de dezembro de 2020

Chegou a hora da leitura? Seja para curtir uma boa história ou para estudar a sério, é importante ter alguns cuidados com a iluminação do ambiente. Acertar a intensidade da luz, controlar a direção das lâmpadas e eliminar as sombras pode ser a diferença entre uma experiência agradável e relaxante ou uma dor de cabeça (literalmente)! 

Para ajudar você a montar a iluminação ideal para um ambiente de leitura, vamos mostrar quais os tipos de lâmpadas e luminárias disponíveis. Falaremos um pouco sobre a posição das luzes, sobre a claridade que você deve buscar e também sobre os efeitos provocados pelas cores amarela e branca, tudo para você tenha a leitura mais confortável possível, sem causar fadiga aos seus olhos. 

Vamos começar?

Qual é a iluminação ideal para ler?

Muita gente aposta na luz do sol como a melhor alternativa para a leitura. Contudo, é preciso tomar cuidado com a incidência direta dos raios solares sobre as páginas do livro (e principalmente sobre as telas dos computadores, tablets e smartphones), pois eles podem causar reflexos e um desconforto visual muito grande. 

O mesmo se aplica à iluminação artificial: virar a lâmpada diretamente para o que está sendo lido pode ofuscar a visão. O feixe luminoso também não pode ser direcionado aos seus olhos, pois isso força a sua pupila e causa efeitos indesejados, como dores, cansaço na visão e irritação. 

Por isso, opte pela iluminação indireta, posicionando a fonte de luz a pelo menos 50cm daquilo que está sendo lido. Uma dica é apostar em luminárias articuladas. Assim você garante o conforto em qualquer posição de leitura. A flexibilidade também é útil para evitar regiões de sombreamento excessivo no cômodo, que contribuem para o cansaço visual.  

Luz na intensidade certa para ler

Um dos itens aos quais você deve estar atento na hora de escolher o ambiente para ler é a intensidade da iluminação do cômodo. Luz intensa demais pode provocar desconforto (e dores de cabeça em pessoas com fotossensibilidade). Já a luz excessivamente fraca força a dilatação da pupila, resultando em maior esforço – e consequentemente um cansaço ocular acelerado. 

Felizmente, documentos como a Norma NBR 5413 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) trazem um referencial completo da iluminância indicada para cada cômodo, seja de um ambiente residencial ou comercial. As tabelas trazem valores em Lux (lúmens por metro quadrado), abrangendo tanto o cômodo de modo geral quanto os pontos específicos de leitura.

Luminárias, Spots e muitas outras opções

Outro ponto que costuma gerar bastante dúvida na hora de montar a iluminação para uma sala de leitura é a escolha do tipo correto de luminária. A verdade é que cada peça tem uma função específica na composição do ambiente. Por isso, é preciso analisar as necessidades únicas de cada pessoa. 

As luminárias de mesa são as peças mais indicadas para escrivaninhas, mesas de estudo e bancadas. Há diversos modelos articulados no mercado. Com eles você garante um ajuste preciso sobre a iluminação local. Apenas tome o cuidado de não virar a lâmpada diretamente para os seus olhos. A luminária de mesa pode atuar como a fonte principal de luz (em ambientes mais escuros) ou como um complemento da iluminação de teto, eliminando sombreamentos. 

Os spots são ótimos para iluminar pontos específicos de uma bancada, minimizando sombras e trazendo mais equilíbrio ao ambiente. Contudo, lembre-se de que eles não devem iluminar diretamente o ponto utilizado para ler, devido aos reflexos. 

Já o abajur está mais presente nos quartos, sendo a peça ideal para criar uma iluminação mais suave e íntima. O problema é que ele dificilmente oferece ajustes de posição. Por esse motivo, preste atenção ao ler: repare se não há sombras causadas pelo seu próprio corpo que estejam atrapalhando a visão. 

Para quem vai ler em uma poltrona, uma ótima alternativa é a luminária de chão. Além de proporcionar iluminação ajustável, ela complementa o design do ambiente, trazendo sofisticação à decoração. 

Qual é o melhor tipo de lâmpada para ler?

Atualmente, há muitas tecnologias de lâmpadas disponíveis nas lojas. Embora todas sejam capazes de produzir níveis de iluminação adequados para a leitura, algumas apresentam desvantagens que precisam ser destacadas. 

As lâmpadas incandescentes, por exemplo, têm um consumo energético muito elevado e baixa durabilidade. Elas também aquecem muito, o que as torna inadequadas para uso em luminárias próximas a você. As lâmpadas do tipo halógenas e fluorescentes são ligeiramente mais econômicas quando comparadas às incandescentes. 

No entanto, a tecnologia de lâmpadas do tipo LED é atualmente a mais indicada para a maioria dos cômodos, inclusive em um espaço de leitura. Isso se deve a vários fatores, incluindo:

  • Baixo consumo / alta eficiência energética
  • Altíssima durabilidade
  • Grande potencial de iluminação

Ao contrário dos outros modelos, as luzes de LED esquentam muito pouco, sendo seguras ao toque mesmo após um longo tempo acesas. Outro destaque é a existência de modelos dimerizáveis, cuja intensidade da luz pode ser ajustada. Os modelos mais tecnológicos podem vir inclusive com sistemas inteligentes e integração à rede Wi-Fi, permitindo controle total sobre a cor da luz emitida. 

Temperatura de cor: fazendo a escolha certa

Falando em cores, outro ponto bastante discutido é a temperatura de cor ideal para um ambiente de leitura. As fabricantes costumam produzir lâmpadas em três faixas de cor principais, que são:

  • 6.000 a 6.500K – Luz Branca (fria)
  • 4.000K – Luz neutra (branco suave)
  • 3.000 a 3.500K – Luz amarela 

As luzes do tipo branca são mais indicadas para quem precisa de concentração por períodos extensos. A justificativa está na presença de mais raios azuis nessa temperatura de cor, que estimulam a atividade cerebral. 

Contudo, é preciso ter cuidado: estudos apontam que essas luzes produzem esse efeito no nosso corpo por inibirem a produção de melatonina no organismo, um composto responsável por regular nosso ciclo circadiano. O abuso dessa iluminação pode levar a distúrbios de sono e outros problemas. Portanto, principalmente em horários noturnos, prefira uma luz ligeiramente mais amarelada. 

Já as luzes do tipo amarela não têm um efeito tão aparente sobre o nosso sono, sendo indicadas para ambientes de leitura mais relaxantes. São indicadas para quartos e também para a leitura em períodos noturnos. 

Um bom intermediário entre esses dois tipos é a luz suave, de 4.000K. Ainda assim, cada pessoa tem uma resposta sensorial diferente a essas cores. Por isso, vale o teste para descobrir qual é mais confortável para os seus olhos e para a tarefa que precisa ser desempenhada. 

Fontes: Science Daily, Iluminim, Gerbran